segunda-feira, 11 de maio de 2009

O livro "O Mundo da Bicicleta"


O Livro O Mundo da Bicicleta é um estudo sobre a bicicleta que reúne informações sobre a bicicleta e ciclismo, contribuindo assim para ampliar a utilização deste veículo, a evolução do esporte e o aumento de adeptos. Prestando assim um serviço ao mundo da bicicleta. Foi lançado em 2007, com 207 páginas, por Cesar Conceição dos Santos, ex-ciclista e pesquisador apaixonado pelo esporte. Algumas informações contidas no livro: A história da bicicleta e do ciclismo esportivo, exigências do quadro, peças, ciclista, táticas, glossário do pelotão e ciclistas lendários do ciclismo brasileiro.

O estudo sobre a bicicleta não é e nem pode ser visto como uma tarefa simples. Apesar da existência de muitos artigos, poucos são conceitos adequados de serem aproveitados. Certo é que a bicicleta deu uma grande contribuição para a humanidade após a sua invenção no século XIX. Mesmo inspirada nas tecnologias pré-existentes, afetou de forma considerável a história da indústria e da cultura de vários povos.

No mundo atualmente existe mais de um bilhão de unidades, onde são usadas como meio de transporte, objeto de lazer e principalmente para competições esportivas. No campo dos transportes, é o veículo mais eficiente, barato, ecológico e saudável.

O seu uso é recomendado pela Organização Mundial da Saúde - OMS, que afirma ser a bicicleta uma das saídas para melhorar a saúde pública mundial, recomendando aos governos a criação de planos integrados de atividades físicas, que considere as políticas de transportes e planejamento urbano.

O uso da bicicleta, fora de locais poluídos, é uma atividade física que pode prevenir problemas cardíacos, reduzir a obesidade, aumentar a resistência aeróbica, ativar a musculatura de todo o corpo e diminuir a ocorrência de doenças crônicas. Contudo, atualmente pedalar em muitos municípios brasileiros é estar exposto à poluição, aos acidentes de trânsito e a falta de garantias de segurança.

A pretensão desse livro é munir de informações a todos que se interessam pelo assunto bicicleta e ciclismo, contribuindo assim para ampliar a utilização deste veículo, a evolução do esporte e o aumento de adeptos. Prestando assim um serviço ao mundo da bicicleta.

O Autor


Cesar Conceição dos Santos, 48 anos, natural do Rio de Janeiro sempre esteve convencido da necessidade de informações sobre ciclismo e bicicleta. Apaixonou-se pelo ciclismo aos quatorze anos de idade, após assistir a uma competição no Rio de Janeiro. Adquiriu sua primeira bicicleta com características esportivas e deu início aos treinamentos, competições e às pesquisas sobre o assunto. Com o tempo somou um pequeno acervo de jornais, revistas, artigos, gravações em VHS, selos e livros nacionais e estrangeiros, para então em 1989 começar a pensar em um livro que aglutinasse todas as informações. Defende a idéia que o ciclismo é um esporte maravilhoso e a bicicleta um veículo fantástico e acredita que a pouca popularidade deste se dá em função da falta apoio governamental e de informações disponíveis.

Um exemplo de superação
Formado em Matemática, escritor nas horas vagas e apaixonado por motos e bicicletas. Tudo estava indo no caminho certo, uma bela família, dois filhos, muito para comemorar, até um acidente mudar o rumo das coisas. A gravidade do acontecimento faz vir à cabeça a que ele nasceu de novo. As coisas não têm sido simples para ele e o acidente foi muito traumático, com inúmeras perdas e se posso dizer que ganhou alguma coisa com o que aconteceu, foi à forma como hoje valoriza ainda mais a família e os amigos. Da uma atenção diferenciada a eles, com um olhar resignado, mas de uma esperança e entusiasmo com o futuro que contagiam a todos.

As sequelas provocadas pelo acidente são visíveis, a dificuldade em utilizar a mão direita e a fala mais pontuada são resultados do trauma cerebral que sofreu, rachou duas costelas, a clavículas e a omoplata, teve pneumonia grave devido a água que invadiu seus pulmões, como resultado foram 15 dias de coma e 4 meses de cama, teve um AVC provocado pelo acidente. Mas nem de longe parecem obstáculos para que Cesar retome as rédeas de sua vida e concretize seus projetos. Um deles é o lançamento de mais um livro sobre a “Tour de France” – um evento ciclístico com projeção mundial forte.

Apoio cultural
O Mundo da Bicicleta foi publicado com o patrocínio da Eletrobrás, onde trabalha a 26 anos, mas infelizmente a empresa adotou uma postura (política) de não poder ajudar empregados e infelizmente não posse contar mais com esse apoio. O que muito o entristece e o decepciona, lamentavelmente, é o que avalia um retrocesso na estatal, o contraponto que existe pelo fato da “empresa patrocinar um time que está na segunda divisão, com um volume de investimento de cerca de R$14 milhões”. Absurdamente mai do que usaria para apoiar mais o livro e de forma a fortalecer o apoio a um dirigente político, que como promessa destinaria um terreno no Centro do Rio de Janeiro para construir a nova sede da empresa.

O Site
O livro era comercializado pelo site “cesarciclismo.pro.br”, que, evidentemente, o travou após não acusar pagamento. Em dezembro Cesar tentou uma negociação e a empresa TECLA, antiga DOMINIL, que queria receber os meses de publicação, mas não tinha os e-mails recebidos, o que favoreceria a vendagem do livro e compensaria o pagamento. Nada feito, a empresa não voltou com nenhuma proposta diferente. Por esta razão as mensagens enviadas neste período não tiveram respostas.

Retomada
Depois de tantas surpresas, ao longo dos últimos meses, o início de um novo período chega carregado de esperança um vencedor, que aceitar as mudanças e voltar aos seus trabalhos e tem travado uma luta diária, pois vê o quanto perdeu. Mas o futuro quer que chegue com novidades, fato defende finalizando com quatro palavras fortes: “Eu quero um vencer”.

Dados Técnicos

Editora: Cristalgraf
Área: Esporte
Ano: Novembro de 2007
Edição: 1ª
Número de páginas: 207
Interior: Preto e branco
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Peso: 360 gr
Valor: R$ 30,00

Sumário do livro

VOCÁBULOS: DEFINIÇÃO E ORIGEM
CONCEITO DE CICLISMO
Prólogo - A HISTÓRIA DA BICICLETA E DO CICLISMO ESPORTIVO
Mortes de ciclistas durante competições e em treinamentos
1ª Etapa - BICICLETA E ARTE
2ª Etapa - HISTÓRIA DO CICLISMO NO BRASIL
3ª Etapa - A BICICLETA E O CICLISTA
Exigências do quadro
Material do quadro
Um quadro para cada modalidade
Identificação dos vários tubos do quadro de uma bicicleta
Altura do quadro
Medidas de quadros para as bicicletas de estrada
Comprimento do quadro
Ângulo
Distância ao solo
Tamanho dos quadros de mountain bike
A busca pela eficiência do quadro por meio da cadência
Atingindo a maximização da potência
Medidas do ciclista
Garfo dianteiro
Conforto ao pedalar
Transmissão
Avanço
Ritmo da pedalada e relação de câmbio
Componentes
Guidão
Cachimbo ou Avanço do guidão
Rolamento de direção
Freios
Manetes
Selim
Canote do selim
Câmbios
Sapatas
Catracas
Movimento central ou cubo central
Engrenagem central ou coroa dentada dianteira
Pedivela ou vela do pedal
Pedal
Corrente
Firma-pé
Rodas
Aros
Cubo
Eixo de pressão ou blocagens
Raios
Pneus
Acessórios úteis
Tipos considerados como bicicletas
Ferramentas para bicicleta
Bicicletas revolucionárias
4ª Etapa - O CICLISTA
Os membros inferiores
A musculação
O alongamento
Flexibilidade
Segurança e cuidados ao pedalar
A preparação do ciclista
Corpo, esforço e treinamento
A intensidade dos treinamentos
Comportamento do ciclista
Condicionamento
Assimetria física versus lesões
A postura do ciclista
Pedalar corretamente
Usar as mãos
Os treinamentos atuais
Resistência e capacidade cardiorrespiratória
Média horária (velocidade média)
Capacidade Anaeróbica
Capacidade Aeróbica
Alimentação do ciclista
Alimentos que o ciclista deve comer
Infecções
Reservas de energia
5ª Etapa - A SAÚDE DO CICLISTA
Evitar a traumatologia do ciclismo
Depilação
Sangramentos
Doping
Segue uma pequena lista das substâncias consideradas como doping publicada pela UCI.
6ª Etapa - UNIFORMES
7ª Etapa - TÁTICAS
As táticas de competição
Posição do ciclista
Desenvolvimento de técnicas
Ganhar velocidade
Aerodinâmica
Vácuo
Contra o vento
Escalera ou fila indiana e vento frontal
Vento lateral
O equilíbrio sobre a bicicleta
A pedalada
Rolar
As montanhas
Pedalar em pé
Escalar sentado no selim
Descidas de montanhas
O sprint
Competitividade do ciclista
A fuga
Os ataques
Os contra-ataques
A simulação
Provas contra o relógio
Competir com chuva
Uso correto dos freios
Superação de obstáculo
8ª Etapa – A LINHAGEM DO PELOTÃO
9ª Etapa – CICLISTAS LENDÁRIOS DO CICLISMO BRASILEIRO
Anésio Argenton
Antônio Carlos Silvestre
Cássio Paiva de Freitas
Cláudio Rosa
Gabriel Rodrigues Sabbião
Luciano Andre Pagliarini de Mendonça
Luiz Carlos Flores
Mauro Ribeiro
Murilo Fischer
Renan Ferraro
Wanderley Magalhães de Azevedo
10ª Etapa - FONTES CONSULTADAS

Uma página do livro

Prólogo - A HISTÓRIA DA BICICLETA E DO CICLISMO ESPORTIVO
O objetivo deste capítulo é examinar o papel da bicicleta: seu desenvolvimento histórico, tecnológico e seu efeito na nossa sociedade. Embora expor, em poucas linhas, um veículo com mais de duzentos anos não seja tarefa muito fácil, ela é imperativa, visto que nas várias tabelas cronológicas não existem registros ou menções à bicicleta, o que consideramos um grande equívoco. Um outro fato é a difícil tarefa de promover uma afirmação histórica, já que muitos autores europeus e pesquisadores do tema registram suas posições pessoais. Não é raro encontrarmos citações cronológicas muito diferentes para um mesmo fato. Outro grande problema é o registro de patentes que, em alguns casos, geram conflitos com relação ao inventor, datas e locais.

Barão Von Drais em seu invento
A idéia de um veículo com duas rodas propulsado por esforço muscular é bastante antiga, no entanto, o crédito da invenção da primeira bicicleta não é consensual. Documentos e testemunhos antigos revelam os antigos anseios do homem em se libertar da ajuda animal como tração. Uma representação desse desejo foi encontrada na China e na Índia, contudo, os registros mais impressionantes são baixos-relevos e hieróglifos figurativos do Egito de Ramsés II (Luxor e Heliópolis), da Babilônia e de afrescos de Pompéia.

Um símbolo da antiga idéia da bicicleta pode ser visto em um vitral na igreja inglesa de Stoke Poges. Um desenho de 1418 retrata um veículo em forma de caixa com quatro rodas que o autor, Dr. Giovanni di Fontana, dizia ser um veículo que se movia sozinho. Alguns atribuem a idéia da bicicleta a Leonardo da Vinci, pois um dos seus esboços, de 1490, retratava um veículo muito semelhante à bicicleta; existe a hipótese de que este desenho seja de autoria do seu aluno, Giacomo Capritti, em 1493. Teoricamente, ele pode ter sido o primeiro homem conhecido a desenhar uma bicicleta , mas o projeto ficou somente no papel e, nos dias atuais, existem motivos de descrença quanto a sua originalidade. A figura representada no papel preconizava uma máquina dotada de pedais com tração por meio de corrente. Os manuscritos no qual o original foi encontrado foram restaurados por monges italianos em 1966. Muitos historiadores colocam em dúvida a legitimidade dos desenhos, entre eles Robert Van Der Plas, famoso autor de vários livros sobre bicicleta. Van Der Plas afirma, ainda, que nem mesmo De Sivrac, de quem falaremos mais à frente, teria construído um invento parecido com o deste manuscrito restaurado. Por sua vez, os registros das primeiras patentes e dos primeiros modelos construídos datam dos finais do século XVIII e do princípio do século seguinte. Estes modelos representavam veículos de duas rodas em linha com um assento entre elas e com um guiador à frente, porém ainda sem pedais. Além disso, o filósofo inglês Roger Bacon, no século XII, dizia que haveria no futuro uma máquina que se movimentaria somente com a força humana. No século XVI, o jesuíta italiano Frei Ricius, que voltava de uma viagem à China, alegou ter visto uma máquina parecida com uma carroça, com duas rodas de bambu, impulsionada por alavancas sob a força dos pés de seu condutor.

A grande polêmica existente entre alguns pesquisadores europeus sobre o mérito da invenção do "engenho", precursor da bicicleta, está focada nos alemães, franceses e ingleses . Em 1790, o Conde de Sivrac, nobre francês, inventou o Célerifère, mas esta data não consta no Atlas Histórico Mundial. De Sivrac é considerado o criador de um veículo primitivo sem movimento de direção, o que o desqualificaria para o título de inventor da bicicleta. Não obstante, há que se levar em conta o fato de que na época de De Sivrac não existia nada que tornasse viável o movimento central. O primeiro ancestral da bicicleta de duas rodas era na verdade um "cavalo" de madeira, no qual o cavaleiro movimentava seus pés para trás contra o solo, não só para impulsionar o veículo, mas também para se equilibrar.

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domingo, 10 de maio de 2009